domingo, 1 de fevereiro de 2015

Angellfall

Holy Jesus Christ. Esseee livro. Meu deus. Literalmente, ou não. Ok. Eu acabei de terminar ele. É incrível, super incrível, mais que incrível, sabe, eu sempre tive um queda por anjos meio que do mal com asas gigantes e belas. E aí eu acho esse livro KASDJGKLASHGJKDFGAFJGJ. É tipo a Terra só que em momento pós-apocalíptico ou algo assim, e os anjos estão meio que dominando/destruindo ela. Aí, no meio disso tem a Penryn que é uma garota procurando a irmã dela que foi "sequestrada" por um dos anjos, e para poder descobrir onde sua irmã está, ela se alia a outro anjo que também precisa da ajuda dela. O que é legal nessa história é que a garota não está tentando fazer uma revolução e salvar o mundo, ela realmente só quer encontrar a irmã dela. Além disso, o romance não está em primeiro plano, mas ele está ali e você fica hmmmmmmmm. Esse livro tem tipo tudo, tem ação, coisas macabras, romance, humor, suspense e anjos, eu gosto de anjos. É o tipo de livro que você não consegue parar de ler e o final, ai meu deus, no final a coisa fica muito louca e eu só conseguia pensar que o livro estaca acabando e eu não tinha a continuação dele em mãos e aí eu entrei em um mini desespero, mas a Amazon salvou a pátria e eu já estou lendo o segundo.


Hopeless

Esse é outro caso de eu-não-aguento-ler-mais-nenhum-livro-técnico-qual-é-a-coisa-mais-tosca-que-pode-ser-lida-em-menos-de-três-horas e eis que eu me deparo com o primeiro capítulo deste livro (mas só depois de ter feito o download que eu descobri que eram três livros). Ok, essa é a história da Sky Davis que mesmo estudando em casa tem uma má reputação porque toda noite um garoto diferente entra pela janela do seu quarto. Esse ano ela finalmente matricula-se na escola pública e, adivinha só, ela encontra Dean Holder que é MUITO bonito e se apaixona por ele. Até essa parte, o livro é tudo o que você espera de um romance, o problema começa quando a autora decide, muito irresponsavelmente, fazer um livro mais profundo do que ela tem capacidade. O segundo livro é o ponto de vista do Holder (melhor que o da Sky) e o terceiro é uma história curta de dois outros personagens (Daniel e Six). Se não fosse pela forma que Coleen Hoover tenta romantizar assuntos realmente sérios e pesados, eu até teria gostado.

p.s.: Mas a coleção leva o prêmio de capas mais podres.

O Mundo de Sofia

Ai, é maravilhoso. O livro é composto por duas coisas: a história propriamente dita e as lições de Filosofia que são dadas a Sofia por um estranho através de cartas. A trama é cheia de mistério, quem sabe magia e até dá um certo medo de que algo mais sério possa vir a acontecer. As lições são literalmente aulas que explicam de maneira simples a história da Filosofia, seus principais colaboradores e conceitos. Eu gosto muito de Filosofia e me identifiquei com a crescente curiosidade da menina à medida em que os pensadores são apresentados. Só não recomendo para os que acham o assunto chato e inútil: você que é chato e nem merece ler esse livro.

P.R.A.T.A.: O Assassino Relutante

Esse livro, que vou chamar apenas de P.R.A.T.A., é super incrível. Se você gosta de viagens no tempo, da Londres do presente e da Londres do século XIX, com lutas, perseguições e o humor característico do Eoin Colfer, parabéns, esse é o livro certo. O livro possui uma trama inteligente e que você fica constantemente "Oh Deus, o que eles vão fazer agora?". Além disso, um fato muito importante é que as personagens são super legais, eu não sei se eu quero um romance entre eles ou que só fique na amizade mesmo, eles são incríveis juntos, lembra um pouco o relacionamento da Capitã Holly Short e do Artemis, e aaah, nesse livro também tem magia, mas ela é vista de um jeito diferente. Vou parar por aqui para não contar spoilers.


A Fera

O nome já diz tudo, né? (Não). O livro conta a história de um rapaz que pela vaidade e pelo egocentrismo acaba sendo transformado em fero. É um livro bem "comum" (não consigo encontrar a palavra certa), vamos dizer. A história de um rapaz apaixonado por uma moça com medo de não ser correspondido por não superar as expectativas dela MAS CORRENDO EM BUSCA DO AMOR E NÃO DA BELEZA. Sério, mil livros. Não vou dizer que é chato, mas é um livro que passa batido. Não sei também se foi porque acabei vendo o filme antes (ops) mas essa foi a impressão que tive dele. (Se alguém ainda não se tocou, a história é sobre a Bela e a FERA).


The Lady in the Tower

A jovem Anna Bolena sempre foi irresistível para os homens, conquistando reis apesar de não ser bonita (não, ela não se parecia nem com a Natalie Portman nem com a Natalie Dormer). Neste romance vemos sua jornada desde sua ida à França para sofisticar-se até o declínio do seu casamento com Henrique VIII (que estava longe de se parecer com Jonathan Rhys Meyers). Sendo filha de um lord ambicioso e de muitas posses é possível entender como os interesses familiares a fizeram entrar em um relacionamento sem amor que foi sua grande glória, mas também seu grande desastre. São apenas 400 páginas, entretanto parece muito mais longo de tão minuciosa que a escrita de Jean Plaidy o que a consagrou com uma das maiores escritoras de romance histórico tendo publicado mais de 200 livros. The Lady in the Tower é ótimo para quem gosta de história o se interessa pelas intrigas de uma corte, assim como os outros dez títulos da coleção Queens of England.


Estilhaça-me

Entããão, a Thay quem me deu esse livro de aniversário e por motivos desconhecidos eu demorei a ler. Quando eu comecei a ler, fiquei “Ok, esse livro é legal, bem legal, muito legal.” Eu não conseguia parar de ler, ou seja, sim! Ele é um livro que prende. Mesmo estando super empolgada com o livro, eu sentia que tinha algo de errado com ele e eu percebi que era a maneira que a Tahereh Mafi escrevia. Ela usa muitas frases curtas e muitos adjetivos, isso deixa a leitura um pouco cansativa.

“Seus olhos se mostram satisfeitos, perturbados, interessados e confusos.” Desculpa ai, mas eu não consegui imaginar esses olhos.

“Estou constrangida e excitada e ansiosa e ávida.” Quantos sentimentos, moça.

“Estou deitada na cama. Há quatro paredes. Uma porta. Uma mesinha de lado. Um copo de água sobre ela. Luzes fluorescentes zunindo. Tudo é branco.” Foi. Difícil. Ler. Esse. Parágrafo.

Essas coisinhas deixaram o livro um pouco cansativo para mim e por isso estaca cogitando não ler a continuação. MAAAAS, o livro ficou ainda mais interessante e no final eu estava "Aaaah, era esse o tipo de livro que falta para eu ler. Aaah, muitas emoções, eu preciso saber mais, tenho que ler mais." Eu super gostei desse livro e acho que vou gostar mais ainda do segundo por motivos de... Spoileeers, não posso falaaar.


Os Três Mosqueteiros

O livro é enorme, a letra é miúda. Eu particularmente não me dou bem com essa combinação e começar Os Três Mosqueteiros foi uma espécie de desafio pessoal que acabou muito bem. O livro narra as aventuras dos três grandes amigos, Athos, Porthos e Aramis, a entrada de Dartagnan no grupo (Os QUATRO Mosqueteiros, façamos o favor) e não tem um clímax específico justamente por ter sido publicado originalmente em formato de folhetim. A riqueza de detalhes das cenas é incrível e é o melhor jeito de se aprender história: vivendo as aventuras com as roupas, modos de falar e grandes nomes da França absolutista. Lembrando a quem interessar que existe um filme de 2011 com Logan Lerman interpretando um Dartagnan tão interessante quanto o do livro.

O Estrangeiro


Essa é a história de um algeriano, Meursault, o qual é apresentado na primeira parte do livro. Ele começa declarando que sua mãe morreu e, uma semana após o enterro ele comete um crime. A segunda parte do livro trata, então, do seu absurdo julgamento. Albert Camus, franco-argeliano e ganhador do Nobel da Literatura em 1957, faz uma interessantíssima análise do atual modelo jurídico como também da própria natureza humana e como esta é percebida. São cem páginas que mudam a sua forma de encarar a realidade. Além de tudo, muitos acreditam que a obra serviu de inspiração para a Bohemian Rhapsody e, após a leitura, não fica difícil entender o porquê.     

Orgulho e Preconceito


Alguns anos atrás, eu assisti Orgulho e Preconceito e quando terminou o filme eu fiquei "Aaah, que história incrível, queria ter lido o livro antes de ter visto o filme". Bom, desde então eu sempre quis ler o livro, mas nunca tive "coragem", pois achava que seria uma leitura pesada, confusa e que desistiria da história facilmente. Até que em um belo dia, decidi começar a ler tal livro e devo dizer que ele é super incrível, é uma leitura rápida e contínua, mas bem detalhada, é como se a Jane Austen não quisesse escrever as partes chatas do livro tanto quanto eu não queria ler. Vou explicar melhor: às vezes, eu ficava "nãããão, eu vou ter que esperar um monte de coisa chata acontecer para tal coisa legal ocorrerr". Isso porque essa tal coisa legal ia acontecer só dali duas semanas, sei lá. Mas aí ela fazia essas duas semanas chatas passarem em uma página ou um parágrafo e ia direto para a parte legal. Ou então a parte legal demorava um pouco para vir, mas tinha várias outras coisas legais acontecendo. Resumindo, em nenhum momento eu fiquei entediada lendo o livro e por ser um livro de época, a leitura é bem tranquila e você realmente entra no mundo de Jane Austen. O livro é incrível, leiam.


As Crônicas de Nárnia


Achei fantástico. Quando eu peguei o livro, acabei dando uma desanimada pelo tamanho deste e também das letras. Porém, quando comecei a ler, parecia que a história fluía sem igual. A parte legal é que o autor consegue trazer para o livro, de uma forma mais jovem, fatos bíblicos, SIM. Parece estranho pensando assim, porém é tão sutil que se não prestar atenção, você pode passar por tais detalhes desapercebidamente (são beeem sutis). O livro consegue te prender e te fazer torcer pelos mocinhos. No início, você quer saber como acaba, mas no final... Você só quer parar de chorar e não parar de ler mais. 


A Travessia de Caleb


Este livro conta a história do primeiro índio norte-americano a entrar em Harvard. Poderia terminar aqui, já considero informação suficiente para que todos queiram lê-lo, mas tenho que informar que é muito mais que isso. A história é, na verdade, sobre Bethia, filha do meio de uma família calvinista, tradicional e bem machista da Nova Inglaterra do século XVII. A comunidade em que vive habita uma ilha há três horas do continente e divide espaço com a tribo de Cheeshahteaumauk (eu leio algo como "Xishahaha"), o índio que depois viria a se autonomear Caleb. A família de Bethia não é rica e sua sobrevivência depende de levantarem antes do sol nascer para cuidar do campo e dos animais. Caleb é sobrinho do curandeiro mais resistente às tentativas de catecismo dos vizinhos. É interessante imaginar a vida tão distinta dos dois em um mesmo espaço, e o trabalho da autora, que passou meses estudando o local, dá a liberdade de confiar que mesmo em meio à literatura, a história das personagens pode muito bem ter acontecido.