domingo, 1 de fevereiro de 2015

A Travessia de Caleb


Este livro conta a história do primeiro índio norte-americano a entrar em Harvard. Poderia terminar aqui, já considero informação suficiente para que todos queiram lê-lo, mas tenho que informar que é muito mais que isso. A história é, na verdade, sobre Bethia, filha do meio de uma família calvinista, tradicional e bem machista da Nova Inglaterra do século XVII. A comunidade em que vive habita uma ilha há três horas do continente e divide espaço com a tribo de Cheeshahteaumauk (eu leio algo como "Xishahaha"), o índio que depois viria a se autonomear Caleb. A família de Bethia não é rica e sua sobrevivência depende de levantarem antes do sol nascer para cuidar do campo e dos animais. Caleb é sobrinho do curandeiro mais resistente às tentativas de catecismo dos vizinhos. É interessante imaginar a vida tão distinta dos dois em um mesmo espaço, e o trabalho da autora, que passou meses estudando o local, dá a liberdade de confiar que mesmo em meio à literatura, a história das personagens pode muito bem ter acontecido.

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